Nasceu num laboratório de genética. Construído para tudo.
Zyrkel começou no Instituto de Genética Humana no UKE Hamburg. O problema original era simples: pipelines de genómica são complexas, os parâmetros mudam entre conjuntos de dados, os jobs SLURM correm às 3 da manhã — e a maioria dos estudantes e investigadores não sabe programar. As ferramentas de bioinformática devem ser acessíveis a todos no laboratório, não apenas à única pessoa que sabe Python. Por isso, foi construído um sistema que reduz essa barreira a zero: diga-lhe o que precisa, e ele trata do resto. Lembra-se de cada parâmetro, de cada resultado, de cada lição aprendida.
Depois, o sistema de memória generalizou-se. Foram adicionadas ferramentas — não apenas para genómica, mas para tudo. Surgiu um overlay de ambiente de trabalho que conseguia ler o ecrã e responder em contexto. A voz seguiu-se. Depois veio a funcionalidade que mudou tudo: ligue um Zyrkel a dois programas que não partilham API, e eles comunicam através dele. Depois chegou o sistema de frota — um Zyrkel tornou-se dois, depois dez, depois centenas, cada um especializado, cada um a aprender independentemente, todos a coordenar.
Hoje, um único binário de 25MB — ou uma frota de milhares — corre no seu portátil, no seu cluster HPC ou na sua infraestrutura Kubernetes. Lida com classificação de variantes genómicas e folhas de cálculo Excel. Monitoriza batimentos cardíacos e escreve e-mails. Gera ideias e executa-as autonomamente. É uma unidade cognitiva que se liga onde é necessário.


